Marcos tinha os cabelos negros, a pele clara, tinha um nariz longo e fino, quando vestia roupa preta parecia o estereótipo de bruxo desses que você encontra em um livro infantil idiota. Ele estava em casa, sozinho e bêbado. Pensava em como adorava sua vida de solteirão solitário.
Há pouco tempo atrás ele não era tão solitário assim, tinha uma namorada, entretanto foi obrigado a matá-la. A jovem estava atrapalhando a vida boêmia e tirando boa parte da liberdade que Marcos tanto prezava. Sem falar que a garota era relativamente estúpida, passava seus dias assistindo novelas, fofocando ao telefone passava além do fato de reclamar sempre que os livros da estante do apartamento onde viviam juntavam poeira “me faz espirrar” dizia ela. Para Marcos aquela mulher já estava morta muito antes dele bater nela com uma pá até que sua cabeça foce esmagada.
_Caraaaaaaaaaalhoooooooooo. Gritou ele em seu apartamento pouco antes de vomitar na TV. Era um líquido viscoso e com cores estranhas, lembrava uma abóbora rocha esmagada, (ecat) nojento, um fato inquestionável, mas em fim… Marcos não estava realmente preocupado com isso.
Ele começou a correr pela casa pulando de um lado a outro sem muito objetivo. Apanhou uma cadeira e a usou para atingir a TV que teve a tela quebrada no primeiro golpe, no segundo, o tubo de imagem foi arremessado um metro para cima e caiu sobre a mesinha da sala.
_Por q vc está fazendo isso? . Questionou a TV que tinha sua voz agonizante ( acho que não preciso comentar o fato disso ser apenas uma ilusão provocada pelo álcool).
_ Eu to com vontade de te detonar filadaputaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!! . Respondeu Marcos aos berros.
_Não faça isso, por favor. Implorou a TV antes de Marcos arremessar a cadeira sobre ela e destruir-la por completa.
Marcos sentiu-se muitíssimo bem aquele momento.
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